Celino Cunha Vieira - Associação Portuguesa José Marti / Cubainformación.- Já várias vezes escrevi sobre o tema do bloqueio norte-americano a Cuba que dura há mais de 50 anos, mas nunca é demais voltar ao assunto, na medida em que ele se mantém sem qualquer justificação razoável, a não ser por motivos meramente políticos na tentativa de ingerência num Estado independente e soberano, violando todas as normas e acordos internacionais. 


Muitas são as vozes por todo o mundo, incluindo a assembleia-geral das Nações Unidas, que exigem o seu fim, vindo agora um numeroso grupo de personalidades americanas onde se incluem ex-elementos de altos cargos políticos dos Partidos Democrata e Republicano, militares, empresários e analistas que em carta dirigida ao presidente Obama lhe pedem que assuma uma nova postura face ao relacionamento com Cuba. Da vasta lista de reivindicações sugerem, entre outras, que Obama autorize o intercâmbio de profissionais de qualquer sector para apoiar a actividade económica da Ilha, nomeadamente através de Organizações não Governamentais e Académicas, podendo viajar livremente para Cuba, que permita aumentar as importações e exportações entre as comunidades dos dois países, assim como assegurar a realização de operações bancárias entre as instituições financeiras. 

Os signatários argumentam que Obama tem uma "oportunidade sem precedentes" num contexto em que a maioria dos americanos apoiam uma mudança na política em relação a Cuba, de acordo com uma pesquisa revelada recentemente. Mas alertam que esta "janela de oportunidade" pode fechar, já que os EUA estão cada vez mais isolados internacionalmente, numa referência à aproximação diplomática a Cuba por parte da União Europeia e à totalidade do vasto conjunto de países que fazem parte da Comunidade de Estados Latino-Americanos e do Caribe que apoiam Cuba. 

A carta dirigida a Obama também refere o desagrado pela colocação de Cuba na lista de países que patrocinam o terrorismo, já que não existe qualquer prova ou justificação para isso, a não ser que os milhares de médicos, enfermeiros e professores que se encontram em missões internacionalistas possam ser considerados um perigo para a humanidade. 

Esta é mais uma tentativa de acabar com o ridículo embargo que prejudica ambos os países e que ao longo de décadas nunca deu os frutos que inicialmente a administração norte-americana pretendia, que era o de asfixiar completamente a economia cubana e assim derrotar a Revolução, voltando a fazer da Ilha um paraíso para mafiosos e exploradores de todos os recursos a que pudessem deitar mãos. 

Cuba prossegue a bom ritmo o seu processo de desenvolvimento sustentado, com planos amplamente estudados e discutidos em todos os sectores de actividade, continuando a assegurar as conquistas da Revolução, a sua independência e a sua soberania, mesmo suportando o criminoso bloqueio económico, financeiro e comercial por parte dos EUA.

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